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O alvará que condena

Matéria originalmente publicada na Edição 3 da Revista Labor, do Ministério Público do Trabalho. A integra da revista pode ser conferida AQUI

 

O Alvará que condena

Autorizações da Justiça comum para menores de idade entrarem no mercado de trabalho reforçam mito sobre trabalho infantil e dificultam combate à prática. Alvarás representam desserviço à sociedade e colaboram para retrocesso do país, pois prejudicam bem estar físico, mental e social da criança e do adolescente. No Brasil, apesar das garantias concedidas pela Constituição Federal, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e por normas internacionais, como a Convenção nº 182 e a Recomendação nº 190 da OIT, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou em seu último censo a existência de 3,4 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho no país, ou 8,6% do total da população com até 17 anos. Trata-se de um buraco negro social em que a infância saudável, preconizada pela lei, é tragada para um mundo desigual, árduo e nocivo, abalizado pela exposição diária a atividades insalubres e perigosas, em ambientes como lavouras, carvoarias, olarias, lavadora de carro e outras atividades de risco; é a brincadeira que virou coisa séria.

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Publicado por em 14 de março de 2015 em Reportagem

 

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Terceirização Ilícita – A moda é precarizar

Matéria originalmente publicada na Edição 2 da Revista Labor, do Ministério Público do Trabalho. A integra da revista pode ser conferida AQUI

 

Terceirização Ilicita – A moda é Precarizar

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, cerca de 8,2 milhões de trabalhadores brasileiros são terceirizados, de um total de 37 milhões, o que representa 24% dos contratos formais. O segmento de energia elétrica, juntamente com telecomunicações e outros setores da indústria, é um dos que mais terceirizam mão de obra no Brasil. Segundo estudos elaborados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) entre os anos de 2008 e 2011, houve um aumento de 219% na terceirização do setor elétrico no prazo de cinco anos (de 2003 a 2008), passando de 39.649 trabalhadores para 126.333.

O argumento apresentado pelas concessionárias é de que a contratação de prestadoras permite uma maior capacitação de pessoal, além de oferecer um serviço mais ágil e com menor custo. Elas se respaldam na Lei 8.987/1995, que, teoricamente, autoriza essa modalidade de contrato.

No entanto, a realidade do setor e o discurso apresentado pelas companhias divergem como água e vinho. Isso porque a Lei 8.987/1995 não é tão generalista assim: ela proíbe terminantemente a terceirização de atividadefim. Em outras palavras, qualquer função dentro da empresa que seja essencial para a viabilidade do negócio não pode ser delegada a outros, senão aos próprios funcionários.

É aí que está a fonte de divergência. Comumente, as concessionárias delegam a terceiros as atividades de instalação e manutenção de rede elétrica, o que, no entendimento de instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT), configuram terceirização ilícita de atividadefim. O argumento é de que sem a prestação desses serviços, não há sequer a distribuição de eletricidade, por isso, são atividades que se configuram essenciais para o sucesso do empreendimento E pior: muitas vezes existe a subordinação e a pessoalidade entre tomadora e prestadora de serviços, com ambas mantendo basicamente a mesma relação de trabalho que há entre a empresa e seus funcionários próprios. No momento que isso ocorre, a terceirização deixa de existir, para dar lugar a uma mera intermediação de mão de obra, pela qual a contratante economiza nos salários e ainda busca se eximir de qualquer responsabilidade trabalhista. É a fraude trabalhista tomando forma

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Publicado por em 7 de março de 2015 em Reportagem

 

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Como escolher a carreira certa?

Como escolher a carreira certa? Esta é, com certeza, uma das perguntas mais comuns na cabeça dos jovens, principalmente quando se aproxima a hora de tentar entrar em uma faculdade, onde a incerteza ronda de forma cada vez mais frequente. Eu mesmo já passei por esse dilema. Mas, como escolher então a carreira certa?

Não há uma receita simples para isso. Essa é uma escolha que afeta totalmente o nosso futuro. A vida de uma pessoa que optou por cursar Medicina será muito diferente da vida desta mesma pessoa se ela optasse por Engenharia Mecânica. Por isso, devemos pensar bem em nossa escolha e, mais importante ainda, não podemos ceder as pressões de amigos e familiares por determinada carreira. Devemos saber o que nós gostaríamos de cursar, não o que os outros querem que a gente curse.

Além disso, não podemos ter pressa. Está no terceiro colegial e ainda não tem ideia do que cursar. Relaxe, se forme no colegial, tire um tempo para decdir, se ocupe com outras coisas, que quando menos você esperar, descobrirá o que quer cursar. Foi o que aconteceu comigo: nunca cogitei Publicidade e, até 2004, tinha certeza que queria fazer Direito, almejava com a vida de advogado, parecia ser a profissão ideal para mim. Fiz cursinho, prestei vestibular duas vezes, passei, mas a dúvida logo começou a martelar: será mesmo que eu quero cursar Direito?

Com a dúvida na cabeça,, resolvi que ia dar um tempo com cursinhos e parar para pensar sobre o que eu realmente queria. Comecei a fazer curso técnico de informática, sai mais, me ocupei mais com lazer, chegando a bater meu recorde de idas no cinema, em resumo, tirei um ano para descobrir o que eu queria fazer. E estava nisso até que um dia, começo de 2006, almoçava em um restaurante e meu primo e sua então namorada estavam juntos, ela uma estudante de Publicidade que soube, como ninguém, vender o curso, e a medida em que eu ia ouvindo, ia percebendo que ali estava uma carreira que tinha a ver comigo, Comecei a pesquisar e cada vez mais me convencia de que achei o curso certo. Ou seja, foi algo repentino, em um almoço, que ajudou na decisão.

.Por isso, nada de ficar pensando direto: Curso Medicina ou Engenhearia? Direito ou Publicidade? Curta a vida, a resposta chegará.

Mas, se você quiser acelerar um pouco a chegada dessa resposta, basta fazer algumas perguntas a sí mesmo: “Eu me imagino cursando uma carreira de exatas, biológicas ou humanas?”, “levo mais jeito para portugues ou matematica?”, “Me vejo como médico, engenheiro ou jornalista?”. Isso ajudará a descobrir a área em que você tem mais aptidão (Por exemplo, uma pessoa que não curte matemática e gosta de escrever, se daria melhor numa carreira de Humanas do que Exatas).

Feitas essas perguntas e descoberta a área que voce se identifica mais, descubra quais cursos fazem parte dessa área (por exemplo, em Humanas tem Direito, Jornalismo, Relações Publicas, Publicidade, etc) e procure pesquisar sobre eles. Isso ajudará bastante, já que voce terá condições de ter uma noção do caminho a seguir.

Também é uma boa fazer um teste de orientação vocacional. Eu fiz no começo do ano, e o teste é um bom indicativo da melhor área a seguir, e dá algumas boas orientações de carreiras.

Feito tudo isso, a chance de uma hora descobrir que escolheu a carreira errada ainda existe, mas é bem menor que a chance de nos decepcionarmos ao escolhermos uma carreira pressionado pelos amigos, parentes e professores.

 
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Publicado por em 28 de fevereiro de 2015 em Artigo

 

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Saudades de você

A cada dia que passa,

Mais me lembro de você,

Do seu doce sorriso, Da sua amizade…

 

A cada dia que passa,

Mais me arrependo

De não ter lutado por você…

 

Todos os dias sonho,

Todos os dias respiro,

Todos os dias penso,

Sonhar, Respirar, Pensar,

A saudade que sinto De você

 

Nome doce como flores,

Companheirismo como pouco,

Sorriso lindo,

Perfeição que conheci

E me arrependo por não ter lutado por você

 

Será que agora é tarde?

Ou será que nunca é tarde?

Será que devo apenas ficar com as lembranças daqueles belos dias,

belos dias como quanto você cantava…

Não tinha coisa mais gostosa que ficar ouvindo você cantar,

De ver seu belo sorriso,
De conversar com você,

De ser seu amigo…

 

Por quê?

Porquê deixei você escapar?

Acordo de sonhos,

Desiludido por ser só sonho,

Por onde você anda?

É o que eu quero descobrir,

Ainda vamos nos reencontrar,

E tudo vai voltar a ser como antes,

Pelos menos assim eu espero!

 
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Publicado por em 21 de fevereiro de 2015 em Verso e Prosa

 

Jovens fazem opções menos saudáveis na alimentação por falta de tempo

Almoçar fora de casa todos os dias é um hábito que tem se tornado cada vez mais comum nos grandes centros urbanos, principalmente entre os jovens, resultado da rotina atribulada que eles vivenciam, tendo que correr entre aulas e estágios, muitas vezes com curtos intervalos para se alimentarem, em média 30 minutos, um tempo escasso que resulta muitas vezes em uma má alimentação e, ao longo prazo, pode originar problemas como colesterol alto, hipertensão, diabetes e sobrepeso.

A pressão do tempo é uma constante na vida de estudantes universitários que trabalham, como é o caso da estudante de jornalismo Gabriela Branco Meneguim, 20, estagiária em uma agência de comunicação e que possui apenas 20 minutos de intervalo para almoçar entre sair da faculdade e pegar um ônibus para seu estágio. Marcella Di Salvi, 23, estagiária de direito no Ministério Público do Trabalho de Campinas, é outra que tem um tempo reduzido para o almoço, em média 15 minutos por dia, oq eua leva a optar por restaurantes fast food duas vezes por semana pela praticidade e agilidade.

Assim, além de se preocuparem com suas tarefas acadêmicas e profissionais, os jovens acabam encarando mais uma questão: A qualidade de suas refeições no dia a dia. É possível ter uma alimentação saudável dentro dessa rotina atribulada?

Para a nutricionista Ana Carolina Giorni, é possível manter uma alimentação saudável fora de casa, principalmente em restaurantes self-service, onde os clientes tem libertdade de montar os seus próprios pratos, adequando a quantidade de acordo com a capacidade de seu estômago, e possuindo uma ampla variedade de alimentos, de saladas a carnes. Mas o principal problema desses restaurantes, como apontado por Ana Carolina, é o alto custo, com preço médio de R$ 26,33, segundo levantamento divulgado pela EPTV em janeiro de 2012 e que leva em conta uma refeição com prato individual, uma bebida e sobremesa.

Embora restaurantes self-service possuam uma ampla variedade de alimentos, os estagiários que fazem uso desses resviços relatam alguns problemas. Também estudante de jornalismo, Vinicius Purgato afirma que o maior problema é saber como esse alimento são preparados, além do armazenamento ser inadequado, com comidas expostas, chapas sujas e grande rotatividade de clientes que utilizam os talheses para se servirem. Juntando-se a esse problema, outro citado pela estudante de jornalismo Beatriz Pusso, 20, é justamente na ampla variedade de pratos, que pode virar um problema quando a pessoa quer experimentar de tudo, o que contribui para o já citado risco de sobrepeso.

Dos jovens universitários e estagiários ouvidos pela reportagem, a maioria deles acredia que o ritmo do dia a dia dificulta manter uma alimentação balanceada. É o caso de Rodrigo Bemvindo, 22, estagiário de Relações Públicas no Ministério Público do Trabalho, que afirma que há dificuldade em manter uma alimentação balanceada e em horários fixos.

De acordo com Ana Carolina, uma alimentação sem horários fixos, ou muitas vezes pulando refeições, pode trazer prejuízo para a saúde e para o controle de peso. Para ela, o indicado é que as pessoas se alimente a cada 3 horas, sendo 6 o número de refeições diárias – café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia – e puar uma dela ou ficar muito tempo sem comer causa uma desaceleração no metabolismo, tornando o individuo prospenso ao estado de armazenamento de gordura.

Ainda segundo Ana Carolina, um jeito de saber se a alimentação está saudável, além de se ater á quantidade que o estômago aguenta, é também prestar atenção nas cores dos alimentos no prato, que representam as vitaminas e minerais que eles contêm. De nada adianta comer muita salada, por exemplo, mas só ingerir verduras e legumes da mesma cor, pois tal prática fará com que se deixe de se consumir nutrientes presentes somente em legumes de outras cores. Assim, ainda segundo a nutricionista, o ideal é utilizar pelos menos 6 cores diferentes nas refeições principais.

Para quem deseja ter hábitos alimentares mesmo com a correria do dia a dia, Ana Carolina recomenda que, em primeiro lugar, seja verificado se há a possibilidade de geladeiras/microondas no local de trabalho para que a pessoa possa levar a comida de casa ou então preparar um lanche natural, que deve ser bem variado e conter pelos menos 1 alimento rico em carboidrato, 1 alimento rico em proteína e pelos menos 2-3 alimentos ricos em vitaminas e minerais.

 
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Publicado por em 7 de fevereiro de 2015 em Reportagem

 

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O desenvolvimento e a impessoalidade

Não faz muito tempo, era comum as famílias viajarem juntas em todas as férias. Os primos se reuniam na casa da avó, que fazia deliciosos pratos e passávamos o dia rindo, nos divertindo, sem ver o tempo passar. Alias, ele passava lentamente, era possível curtir mesmo cada segundo da vida.

Mas, o desenvolvimento veio e causou drásticas mudanças em nossos cotidianos. Hoje, nossas vidas giram em torno dessa tela iluminada que podem ter de 13 a 19 polegadas: o monitor de nosso computador.

O computador… com ele, sumiram as risadas sonoras, sendo substituídas por emoticons representando-as. As cartas, manuscritas, cheias de pessoalidade, com garranchos próprios da escrita de cada um, foram substituídos por frios e-mails, isso quando as pessoas lembram que existe e-mail.

Ainda lembro de uma vez que recebi uma carta pelo correio escrita por uma amiga que estava longe. Uma carta com 2 folhas, frente e verso, escrita à mão, emoldurada por um envelope igualmente manuscrito… Nada era melhor do que o ato de abrir o envelope, ansiando pelo conteúdo ali escrito. Agora com o e-mail…

1 click, e voilá, lá está a mensagem toda…

O mesmo pode ser dito quanto aos livros. Hoje, estamos em uma era de ebooks e iPads, gadgets que permitem ler… mas, e aquela sensação de folhear um livro, onde fica? De virar folhas por folhas e, se for um livro usado comprado em sebo, minha grande paixão, ver os efeitos do tempo em cada folha…

Não sou contra o desenvolvimento, ele nos trouxe coisas muito boa, mas sei lá, sinto que hoje estamos cada vez mais dependente da tecnologia, tanto que deixamos passar boas sensações como o abrir de uma carta, o folhear de um livro e o tempo passando devagar, tornando o dia mais proveitoso ainda…

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2015 em Artigo

 

Aqueles rostos na foto, 20 anos depoís

Rever fotos antigas dá uma sensação boa de nostalgia. É gostosa a sensação de relembrar (ou tentar) aqueles momentos nos quais um miléssimo de segundo ficou registrado eternamente.

E quando a foto retrata várias pessoas, fica no ar a pergunta… “Por onde estarão hoje? O que estão fazendo da vida?”. Afinal, 20 anos é muito tempo, muitas coisas podem acontecer, e a gente vai perdendo contatos aos poucos.

Eu mesmo, naquele grupo de 20 anos atrás… Com quantas pessoas eu ainda tenho contato, ou consegui ter um dia ou outro? E hoje, muitos daqueles rostos, que a gente conseguia atribuir nomes facilmente, estão anônimos.

As vezes acontece de algum rosto sair do anonimato depoís de todo esse tempo. As vezes de forma inesperada, como adquirir um notebook. Coisas suficientes para atribuir mais um nome a um rosto daquele anônimo grupo de 20 anos atrás…

 
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Publicado por em 24 de janeiro de 2015 em Artigo

 
 
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