O radicalismo e a razão distorcida

Na semana passada, falei sobre os teóricos das conspirações que, na ânsia de provarem seus pontos, inventam dados, distorcem informações ou falam apenas meia verdade, não aceitando que alguém tenha um argumento mais racional que contradizem algum elemento apontado por esses teóricos como verdade absoluta.

Hoje, quero falar sobre outra forma de manifestar a sua opinião de forma extrema, tão distorcida que esquece de enxergar o todo, ou acham que sua vontade, sua opinião, tem que ser aceita por todo mundo, não aceitando que possa existir um conjunto maior. Não muito diferente dos já citados fãs das teorias das conspirações, não?

Falo de integrantes mais radicais de determinadas ONGs. Não que todos que integrem ONGs o sejam, que fique claro. Mas hoje soube de um movimento que uma ONG protetora de animais está fazendo em repúdio aos maus tratos. Falando somente assim, eu apoiaria qualquer manifestação da ONG, afinal, repudio todas as formas de maus tratos, não somente contra gatos e cachorros, mas contra todas as formas de vida, incluindo nós, seres humanos, a não ser que seja um Hitler ou Bin Laden da vida…

O problema é o foco desse movimento. Todos domingos, no principal ponto de lazer da cidade, são vendidos (e doados também), filhotes de cachorros, SRDs, de raças, e também alguns adultos que são colocados para adoção. Esse grupo é contra isso, contra esse comércio de animais, alegam que isso é judiar dos pobres cachorrinhos, Tudo bem, argumento válido, embora não totalmente corretos.

Agora, vamos fazer um exercicio de imaginação. Suponha que meu carro esteja parado na frente de uma escola de idioma, de forma legal, e outro motorista vem da rua e bate no meu carro. Com quem que eu tenho que falar? Com quem bateu no meu carro, ou ir ali reclamar na escola de idioma que “é um absurdo isso, voces tem que tomar alguma atitude, vocês tem que pagar o dano, não o dono do outro carro!”

É isso que essa ONG está fazendo. Como os animais são vendidos na calçada em frente a uma escola de idioma, a ONG pensou: “Essa escola é inimiga dos animais!”

Vamos ter foco, por favor? O que a escola de idioma tem a ver com isso? Adianta publicar milhares de protestos contra a escola, criar hashtags reclamando, se essa venda de animais não é feita por ninguém vinculado à tal escola? Calçada é um espaço público, se alguém está fazendo algo ilegal na frente de uma empresa, é mais fácil essa empresa ser vítima, por ser vinculada a algo imoral involuntariamente, ou pelos menos ser negligente, mas de nada protestar contra uma empresa fará com que isso acabe.

E sinceramente? Esse protesto está parecendo tempestade demais em um copo d´agua. A escola se manifestou em nota oficial, e ela levanta um ponto importante: “Na cidade existe centenas de pet shops que vendem animais, centenas de criadores que também vendem, porque eles resolveram comprar briga com uma empresa envolvida indiretamente nisso?”

Acho que está faltando um pouco de bom senso nessa ONG nesse protesto.

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Tragédias, um prato cheio para conspiracionistas

A internet pode ser considerada o paraíso da liberdade de expressão e opinião, mas as vezes não consigo deixar de me espantar  com certas coisas que acabo lendo por ai.

Coisas que são escritas como se fossem verdades definitivas, desconsiderando uma série de evidências concretas do oposto, evidências essas que não são baseadas no achismo ou no fervor religioso, mas coisas que podem ser facilmente comprovadas com uma rápida busca. Mas, essas pessoas que espalham suas verdades absolutas não aceitam isso, logo jogam o coro de “você é um vendido da mídia / do capitalismo”, “você está sendo manipulado e não quer ver” e, isso diretamente aos teóricos da conspiração, “a verdade é essa e só eu sei disso, é tudo uma farsa!”.

Chega a ser cansativo, frustrante, acabar lendo essas coisas. Muitas vezes usam tragédios como plano de fundo para isso. Esses dias eu soube que existem teóricos da conspiração norte-americanos que alegam que o massacre ocorrido na escola de Newtown foi uma farsa, que as vítimas estariam todas vivas. A evidência desses teóricos? Uma foto tirada doís dias depois, onde a irmã de uma vítima, parecida mas não idêntica ela, aparecia usando um casaco preto, que a irmã também aparecia usando em outra foto, mais antiga.

UAU, QUE GRANDE EVIDÊNCIA! PAREM AS MÁQUINAS!”

Isso só para citar um exemplo. Até o caso da Boate Kiss já virou prato cheio para teóricos da conspiração, que vêm espalhando textos carregados de inverdades, de mentiras, e até insinuando que não houve mortes em alguns casos.

Poxa, cansa isso. Tudo bem, querem bancar os donos da verdade? Ótimo. Mas, ao invés de perderem tempo inventando qualquer coisa para apoiarem a sua tese, percam seu tempo de forma mais produtiva, pesquisando, colhendo informações em múltiplas fontes, nada de ficarem perdendo seus tempos com teorias que não são somente absurdas, mas também insultam. Insultam as famílias da vítima, e insultam os próprios teóricos e suas inteligências. E deve ser horrível para as famílias de vítimas, que passam por um momento dolorido, ler que “a morte do meu ente querido é uma farsa.”

Acham que foi tudo uma farsa ou que há razões macabras ou políticas por trás de determinado acontecimento? Tudo bem, pode achar isso, só não insultem a sua própria inteligência com argumentos fracos, facilmente descartáveis.

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Sobre reflexos no espelho

*Texto escrito em Janeiro de 2011, mas tão atual que poderia ter sido hoje…”

 

E o tempo foi voando, como um pássaro livre e despreocupado. E, dias, semanas e meses se passaram com o blog largado ás traças.

Ontem eu estava no site Recanto das Letras quando ví um texto intitulado Reflexos no espelho. A Autora, Patrícia, refletia sobre os últimos acontecimentos em sua vida e como sempre procurou culpar os outros em relação às coisas que aconteciam para ela, ao invés de parar um pouco e pensar que ela poderia ter uma parcela de culpa nisso ao agir de forma infentil e repelindo todos que se importavam e tentavam ajudar, tratando-os como inimigos. E uma hora ela percebeu que seu inimigo estava ali na frente, no seu espelho, na sua imagem refletida.

E porque estou citando esse texto? Simples, basta ler o que eu escrevi nos últimos posts. Dá para notar que eu culpava os outros por não ter vontade própria ou por não ir atrás do que eu quero. Mas, para vencer os obstáculos que surgem, é preciso tentar, e se nem isso faz… Não adianta nada ficar se lamentando ali no canto de que “ah, minha vida é uma porcaria e ninguém sentiria falta de mim”.

Semana passada, lí um texto que falava que a gente tem barreiras limitadoras no cérebro. Não era o termo exato, mas era algo nesse sentido. E essas barreiras fazem com que a gente recue e se conforme. São pensamentos nesse estilo:

“Ah, eu não posso”… “ah, eu não consigo”, “ah, ninguém gosta de mim”

entre outros. E nesse texto, era transmitida uma técnica para a gente vencer essa vozinha pessimista que todos nós temos. Basta fazer o seguinte: Essa voz começa a falar, e a gente interrompe. Vamos imaginar um diálogo mental. Lá estou eu, vejo uma pessoa e penso em falar com ela. E logo a vozinha começa a martelar:

“ah, eu não consigo falar com ela, ela vai me rejeitar”

antes do pensamento ser concluído, temos que interromper:

“espera, teve algum momento que eu tentei falar com uma pessoa e ela me rejeitou?”

Geralmente a resposta é não. Como sempre fui limitado pela vozinha, nunca tentei falar com outras pessoas e consequentemente nunca fui rejeitado. E falando nisso, rejeição é um tema interessante para se abordar em um texto futuro.

Então, depois de ler e refletir sobre os 2 textos que mencionei, só me resta finalizar o post concordando com a autora do Reflexos no Espelho:

Agora, só me resta limpar o espelho e cuidar da imagem refletida”

Poís, a medida em que cuidamos e confiamos mais em nós mesmo, batalhamos e vamos atrás do que queremos, sem ficar de “mimimi” e culpando os outros, a nossa imagem exterior melhora e vai se refletindo na percepção que as demais pessoas tem da gente.

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O desenvolvimento e a impessoalidade

Não faz muito tempo, era comum as famílias viajarem juntas em todas as férias. Os primos se reuniam na casa da avó, que fazia deliciosos pratos e passávamos o dia rindo, nos divertindo, sem ver o tempo passar. Alias, ele passava lentamente, era possível curtir mesmo cada segundo da vida.

Mas, o desenvolvimento veio e causou drásticas mudanças em nossos cotidianos. Hoje, nossas vidas giram em torno dessa tela iluminada que podem ter de 13 a 19 polegadas: o monitor de nosso computador.

O computador… com ele, sumiram as risadas sonoras, sendo substituídas por emoticons representando-as. As cartas, manuscritas, cheias de pessoalidade, com garranchos próprios da escrita de cada um, foram substituídos por frios e-mails, isso quando as pessoas lembram que existe e-mail.

Ainda lembro de uma vez que recebi uma carta pelo correio escrita por uma amiga que estava longe. Uma carta com 2 folhas, frente e verso, escrita à mão, emoldurada por um envelope igualmente manuscrito… Nada era melhor do que o ato de abrir o envelope, ansiando pelo conteúdo ali escrito. Agora com o e-mail…

1 click, e voilá, lá está a mensagem toda…

O mesmo pode ser dito quanto aos livros. Hoje, estamos em uma era de ebooks e iPads, gadgets que permitem ler… mas, e aquela sensação de folhear um livro, onde fica? De virar folhas por folhas e, se for um livro usado comprado em sebo, minha grande paixão, ver os efeitos do tempo em cada folha…

Não sou contra o desenvolvimento, ele nos trouxe coisas muito boa, mas sei lá, sinto que hoje estamos cada vez mais dependente da tecnologia, tanto que deixamos passar boas sensações como o abrir de uma carta, o folhear de um livro e o tempo passando devagar, tornando o dia mais proveitoso ainda…

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Aqueles rostos na foto, 20 anos depoís

Rever fotos antigas dá uma sensação boa de nostalgia. É gostosa a sensação de relembrar (ou tentar) aqueles momentos nos quais um miléssimo de segundo ficou registrado eternamente.

E quando a foto retrata várias pessoas, fica no ar a pergunta… “Por onde estarão hoje? O que estão fazendo da vida?”. Afinal, 20 anos é muito tempo, muitas coisas podem acontecer, e a gente vai perdendo contatos aos poucos.

Eu mesmo, naquele grupo de 20 anos atrás… Com quantas pessoas eu ainda tenho contato, ou consegui ter um dia ou outro? E hoje, muitos daqueles rostos, que a gente conseguia atribuir nomes facilmente, estão anônimos.

As vezes acontece de algum rosto sair do anonimato depoís de todo esse tempo. As vezes de forma inesperada, como adquirir um notebook. Coisas suficientes para atribuir mais um nome a um rosto daquele anônimo grupo de 20 anos atrás…

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A essência das coisas

Muitos passam a vida procurando a felicidade na forma de bens materiais, na forma de poder, de pisar em cima dos outros, em uma busca cega e que, muitas vezes, traz apenas frustação, insatisfação.

Mas, parafraseando uma sábia frase ouvida recentemente, a verdadeira felicidade está na capacidade de ter um coração com muita paz, parar de querer tão avidamente o amanhã, parar de amargurar o passado e aproveitar o hoje, o momento, o segundo em que vivemos, é nisso que está a essência das coisas.

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A ânsia na busca de um emprego.

Nessa época do ano, vejo muitas pessoas comemorando a chegada das férias, sejam elas escolares, universitárias ou profissionais. Sem querer desmerecer quem certamente merece um descanso e curtir essa fantástica época que é a proximidade do natal, eu não consigo sentir esse mesmo ânimo, essa mesma empolgação pelas férias.

Creio que o motivo seja simples: o fato de eu não ter emprego. E não é por falta de vontade, o que mais permeiou a minha vida nos últimos meses foi a busca por um emprego. Na verdade, isso vem desde 2010, quando eu ainda me preparava para me formar em Publicidade.

E ultimamente têm aumentado essa vontade de trabalhar. Mando currículos para as vagas que aparecem, já passei por algumas entrevistas de empregos, mas nada ainda,

Trabalhar, para mim, é ter oportunidades diárias de crescer como pessoa e profissional, é interagir com pessoas todos dias, é ter novos desafios para superar diariamente. É uma sensação muito boa chegar em casa a noite depoís de um dia no trabalho, sabendo que contribuiu para a sua evolução pessoal e profissional de forma positiva, além de ter ajudado outras pessoas.

Além de enviar currículos para todas as vagas compatíveis com meu perfil profissional que aparecem e fazer algumas provas de concursos, eu tenho criado estratégias mirabolantes para me fazer ser ouvido pelas empresas da minha área. Seja inventando novos formatos de currículos, seja agendando reuniões por conta próprias, não estou ficando parado, e mesmo que não consiga algo nesse momento, pelos menos eu terei tentado, e isso é importante.

Acho que várias agências de publicidade e comunicação de Campinas já devem estar carecas de receberem coisas minhas, currículos, pedidos de reuniões… Sei que isso pode parecer desespero, mas não é, é o tentar sem desistir, é lutar pelo que quer.

Assim, nesse Natal, além de continuar lutando pelo que quero, vou fazer algo que uma colega fez esses dias: pedir para o papai noel um emprego de presente para 2013.

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O impossível, uma fina parede

Para muitos, a mais fina das paredes é um obstáculo intransponível, algo impossível de ser enfrentado. Mas o impossível não existe, e assim como uma parede pode ser facilmente contornada, não devemos nos barrar diante dos desafios, dos obstáculos no meio do caminho.

Pelo contrário, devemos usá-los para parar, observar e encontrar caminhos alternativos para seguirmos adiante.

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A passagem do tempo

E um dia você resolve fazer uma faxina em seus pertences. Podem ser coleções diversas, coisas de faculdades, documentos no computador, qualquer coisa. É inevitável a sensação de nostalgia quando encontramos alguma coisa mais antiga. Lembrar, ou tentar lembrar, como foi todo o processo até ter aquele objeto em nossas mãos. E hoje, tempo depois, estamos naquele momento de decidir: “isso fica ou não?”

Não é saudável ficar acumulando coisas. Por mais que as vezes elas tenham algum valor emocional, um valor pessoal. Um exemplo de coisa que constuma ficar acumulada são números de telefones, principalmente hoje, com a febre dos smartphones, dos Galaxys e iPhones da vida. Todo mundo com quem nosso caminho já cruzou em algum momento está registrado ali, junto com a data de aniversário e variadas formas de contatos.

Mas chega um momento que, assim como as pessoas as vezes some de nossa vida, temos que aceitar que o tempo passou e que aquela lista de contato no celular deve ser reciclada. Temos que ver com quem ainda conversamos, e no caso daqueles que perdemos contatos, nos perguntarmos: “porquê isso aconteceu? Será que existe uma chance de voltarmos a ter contatos?”

E isso de contatos no celular chega a casos mais extremos. Já contei no blog do caso da colega cuja partida precoce causou um baque momentâneo. Uma coisa que tive dificuldades em fazer foi me desapegar de registros dela. Primeiro, a data de aniversário, piscando estridentemente no celular, no calendário, meses depois de sua partida, não tive coragem de deletar, bem como não tive coragem de apagar seu msn e número do celular.

Nesse tempo todo eu estava consciente de que esses registros não tinham mais utilidades, que não haveria mais volta, mas é como se eu tentasse me agarrar a algo do passado. Mas, chega uma hora que, como falei mais acima, temos que aceitar que as vezes as pessoas somem do seu círculo de contatos.

E passou mais um ano… E novamente o calendário do celular avisava do aniversário dela. Na verdade, hoje, dia que esse texto está sendo redigido. Cheguei a conclusão de que estou pronto. Pronto para fazer uma nova faxina, não só em objetos, mas faxina mental, faxina nas recordações, não só dela, mas uma faxina nas coisas que não estão mais ligadas ao  meu momento atual.

E a faxina nas lembranças, recordações, já foi feita. É um tanto estranha essa idéia para mim, pensar que podemos simplesmente tentar deletar todos os vestígios de que uma pessoa existiu, mas as vezes é necessário.

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Nada é perda de tempo

Ao mesmo tempo em que queria voltar no tempo, vejo que nada do que eu queria corrigir foi perda de tempo, poís entre erros e acertos, tive oportunidades únicas de amadurecer, aprender e crescer, se tornando então lições valiosas.

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